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05/03/2013

CNJ - O Conselho Nacional de Justiça lança Manual de Redes Sociais do Poder Judiciário

CNJ volta seus perfis às demandas do público

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou na semana passada o e-mail ideias@cnj.jus.br - um espaço no Facebook para que os internautas possam dizer que assuntos eles querem ver debatidos nas redes sociais do órgão. A iniciativa foi provocada pelos próprios internautas e aprovada pela Secretaria de Comunicação Social do CNJ, como novo canal de comunicação. Atualmente, o CNJ conta com 159 mil seguidores no Twitter e 142 mil no Facebook. "O público quer informações sobre seus direitos, como recolhimento de impostos e destinação desses recursos", afirmou a editora da Comunicação Institucional do CNJ, Andréa Mesquita, no Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, nesta terça-feira (26/02/2013) em Brasília. A evolução do conteúdo publicado, do projeto editorial dos perfis do CNJ nas redes sociais e o lançamento do Manual de Redes Sociais do Poder Judiciário foram os temas da apresentação.


Andréa Mesquita Gramacho, Editora da Comunicação Institucional do CNJ.

O perfil do CNJ no Twitter foi lançado em abril de 2010 e, um ano depois, foi criado outro no Facebook. A ferramenta, que no início servia apenas para reproduzir matérias do portal do CNJ, tornou-se poderoso recurso multimídia para atender aos milhares de seguidores que conquistou.

"A partir de 2012, passamos a traduzir as demandas da sociedade por informação. Os seguidores dos perfis do CNJ no Facebook e no Twitter queriam saber coisas práticas. Perguntavam-nos sobre a legalidade de algumas multas aplicadas, por exemplo", afirmou Andréa Mesquita.

A proposta da Comunicação Institucional do CNJ contempla também, segundo a editora da Comunicação Institucional do órgão, a divulgação de mensagens de interesse do Poder Judiciário, como informações relacionadas ao mundo do Direito que ainda são desconhecidas de muitos. "Queremos que as pessoas saibam quais são seus direitos básicos porque muitas vezes elas não sabem. Entendemos que nosso papel é fazer que as pessoas se engajem para defender seus direitos, sabendo que encontrarão respaldo no Poder Público", afirmou.

Logo após a exposição, a redatora de redes sociais do CNJ, Rhayana Quintas, apresentou o Manual de Redes Sociais do Poder Judiciário. O manual foi distribuído em edição impressa e enviado por meio digital a todos os participantes.

Manuel Carlos Montenegro
Agência CNJ de Notícias

[Fonte: CNJ - notícia 26/02/2013]

 

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Manual de Redes Sociais do Poder Judiciário
Mídias Sociais Facebook e Twitter
Publicação do CNJ - Conselho Nacional de Justiça
Lançado dia 26/02/2013 durante o Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário
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(formato PDF - tamanho 1,29MB - 40págs - 2013)

 

Experiências com redes sociais encerram encontro

A discussão sobre a importância das redes sociais em instituições públicas e a segurança da informação nessas redes marcou o encerramento do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília.

O gerente de contas do Google, André Palis, que participou do evento, informou que os brasileiros passam hoje mais tempo navegando na internet que vendo televisão ou consultando outros tipos de mídia. Segundo ele, são 94,2 milhões de internautas, que mesmo quando se interessam por um anúncio na TV voltam ao computador para conferir as informações no site do anunciante.

Com esse grande número de acessos, o analista de sistemas do Departamento de Tecnologia da Informação do CNJ, Raphael Carvalho, orientou sobre os cuidados a serem tomados pelos internautas ao se relacionarem nas redes sociais. Entre eles, a necessidade de troca frequente de senhas e o risco para o alto nível de exposição. Ao final da palestra ele indicou dois sites com dicas de Segurança da Informação: o www.internetsegura.br e o www.olhardigital.uol.com.br

O coordenador de mídias sociais da Agência Click, Nelson Leoni, observou que as instituições precisam avaliar com calma e se prepararem para estar nas mídias sociais. Segundo ele, é importante que no momento em que a instituição abrir um canal de interação ela esteja pronta para dar as respostas e informações demandadas pelos internautas. "A falta de resposta é sempre prejudicial", ressaltou. "A entrada nas redes sociais tem de ser bem pensada, pois uma volta atrás pode ser desastrosa", alertou.

Importância das Redes - Para falar do ingresso das redes sociais nas instituições públicas, o analista de comunicação do Superior Tribunal de Justiça, Murilo Pinto, relatou sua experiência. O ingresso do STJ nessas novas mídias teve início em 2010, com o Twitter. Em 2011, o STJ adotou o Facebook; e, no ano passado, expandiu sua presença para o Flickr, Youtube, Linkidin e Slidshare. Ele observou, no entanto, que é preciso cultivar o desapego. "O serviço relacionado à rede social vai mudar: ou vai se tornar pago, ou ser aposentado, ou essencialmente alterado, ou adquirido, ou mesmo sumir. Essa é a dinâmica da internet. Então, não adianta ficar planejando por um ano ou mais o ingresso nessas mídias", afirmou.

Murilo ressaltou a importância da linguagem empregada nesses mídias. Imagens casadas com textos não muito extensos são recursos interessantes, segundo ele, para a disseminação de informações. Um dos exemplos mais conhecidos do STJ foi a publicação da imagem do Seu Madruga, personagem do seriado Chaves, para divulgar o entendimento consolidado pela Corte sobre a responsabilidade dos fiadores no caso de não pagamento de aluguel. O post obteve 33 mil visualizações, 3.600 compartilhamentos e grande repercussão.

Outro ponto levantado pelo analista de comunicação diz respeito à quantidade de mensagens postadas nas páginas institucionais. Segundo Murilo, na página do STJ não há número fixo de postagens por dia. "Ganham mais destaque os assuntos mais comentados e lidos nas próprias páginas do Facebook. Mas é preciso ficar atento para evitar excesso de conteúdo", observou, citando a página do CNJ como exemplo positivo.

Agência CNJ de Notícias

[Fonte: CNJ - notícia 26/02/2013]

  

 

Profissional de comunicação é a ponte para aproximar o Judiciário do cidadão, diz ministra

Ao participar, nesta terça-feira (26/2), do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, em Brasília, a ministra Eliana Calmon, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacou que "a transparência é a palavra de ordem do século XXI", sendo dever dos agentes públicos prestar contas à sociedade de todos os seus atos e realizações. Ela defendeu a valorização do trabalho dos profissionais de Comunicação no Poder Judiciário, afirmando que eles são fundamentais no processo de aproximação com a sociedade. O evento é promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF).

A ministra proferiu palestra para assessores de Comunicação de tribunais de todas as regiões brasileiras. Ela afirmou que é por meio do trabalho desses profissionais que o Judiciário pode se apresentar à sociedade como preconiza a Constituição de 1988, "um poder garantidor dos direitos humanos e das políticas públicas, sendo também protetor dos cidadãos ante os interesses políticos e econômicos".

A ministra acrescentou que o trabalho do assessor de Comunicação não consiste em fazer propaganda do Poder Judiciário ou de magistrados. A seu ver, cabe a esse profissional ser o canal de interlocução entre a Justiça e os jurisdicionados.

"O assessor de Comunicação não está ali para fazer propaganda. Ele leva a voz do Judiciário para a população e também a voz do povo para o Judiciário. A Justiça e os magistrados têm de estar sintonizados com os anseios da sociedade. Afinal, com a Constituição de 1988, o Poder Judiciário passou a ser um poder político, ao contrário de antes, quando era apenas um chancelador das decisões do Executivo e do Legislativo", afirmou a ministra, que integrou o CNJ até setembro do ano passado como corregedora nacional de Justiça.

Abertura
Ao falar sobre transparência, Eliana Calmon destacou que o Judiciário foi o último dos poderes constituídos a se abrir para a sociedade, atrás do Executivo e do Legislativo, que criaram ouvidorias e adotaram outras medidas para ampliar o acesso da população às informações. A abertura do Judiciário foi iniciada, segundo a ministra, a partir de sua reforma, marcada pela instalação do CNJ, em 2005.

"Como bem disse o ministro Ayres Britto (ex-presidente do Supremo Tribunal Federal), nós temos de acabar com essa cultura do biombo, de fuxicos, de bastidores. Muitos magistrados reclamam que a imprensa só veicula notícias ruins sobre o Judiciário. Mas isso acontece porque o Judiciário ainda é muito fechado. No dia em que esse poder for totalmente transparente, a prosa vai mudar, porque os jornalistas terão acesso a diferentes informações, não só as ruins", observou a vice-presidente do STJ.

Eliana Calmon falou também sobre o fenômeno das redes sociais, um dos temas do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário. "As redes sociais revolucionaram a comunicação. Enquanto os veículos tradicionais divulgam notícias, fatos, as redes sociais veiculam opiniões. Ou seja, a opinião pública hoje é clara e imediata. Em função disso, os agentes públicos têm de se comunicar mais", declarou, acrescentando que a Justiça e os magistrados devem se preparar para fazer essa comunicação com a sociedade. "Aí é que reside a importância fundamental do profissional de Comunicação, pois ele é a ponte necessária para essa interlocução", defendeu a ministra.

Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias

[Fonte: CNJ - notícia 26/02/2013]

  

 

Encontro discute o Judiciário nas redes sociais e prioridades

O ingresso dos tribunais nas redes sociais, a padronização dos portais da internet nos cinco tribunais regionais federais (TRFs) e as prioridades dos Tribunais Superiores do Trabalho e Eleitoral e da Rádio e TV Justiça: temas que encerraram o primeiro dia de exposições do Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF).


Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário.

A assessora de Comunicação Social do CJF, Roberta Cunha, destacou que a padronização dos portais de internet dos cinco TRFs do País é uma das metas do Departamento de Comunicação do CJF, com o objetivo de facilitar a compreensão e o acesso do cidadão às informações e aos serviços oferecidos pelo Judiciário. "Temos agora um projeto para criar um portal da Justiça Federal, com informações unificadas. Será muito útil para o cidadão encontrar todos os serviços, como a expedição de certidões negativas, por exemplo, organizadas por nomenclaturas padronizadas", afirmou.

O acesso às redes sociais foi o tema da exposição de Taciana Giesel, do Tribunal Superior do Trabalho, e do secretário de Comunicação Social do TST, Alexandre Machado. Segundo Taciana, a organização que quiser ingressar nas mídias sociais, como o Facebook, precisa ter em mente que a presença dela na rede social não se dará apenas por meio da divulgação de conteúdos de forma unilateral. "É uma rede social. É preciso haver interação", afirmou. "Não entre na rede social se você não tiver senso de humor, não estiver disposto a falar abertamente, não tiver tempo ou uma equipe para cuidar dessa mídia e, principalmente, se não tiver a aprovação de toda a organização", observou.

Segundo Taciana, o TST vem apresentando resultados expressivos nas mídias sociais. Em apenas três meses, o Tribunal passou de 19 mil para 60 mil fãs no Facebook. Ela contou que o objetivo inicial da comunicação do TST era divulgar as notícias da corte por meio da rede. Porém, a visão da ferramenta foi ampliada, e o departamento começou a desenvolver conteúdos personalizados e de interesse de trabalhadores específicos.

Para o secretário de Comunicação do TST, Alexandre Machado, apesar dos avanços, ainda existem barreiras a serem quebradas para que os tribunais possam utilizar plenamente as novas mídias. "Temos de batalhar por uma política de como entrar e encaminhar nossas mensagens por meio das redes sociais. Ao mesmo tempo, acho que temos de lidar com uma questão material. O próximo passo será uma briga por audiência em espaços cada vez menores. O problema, então, será descobrir quem é nossa audiência e o que ela quer", completou.

A assessora da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cristina Mendes, destacou, em sua exposição, a característica do TSE em relação aos demais tribunais. Ela explicou que a Justiça Eleitoral é a única que trabalha no fluxo inverso das demais por ter um calendário próprio. "Ao contrário das demais justiças, às quais o cidadão recorre, a Justiça Eleitoral é que vai atrás do cidadão, é ela quem gera a demanda. Nós não somos demandados pelo cidadão para agir. Temos um calendário próprio", comentou .

Ela destacou também os principais desafios a serem enfrentados nos próximos anos pelo TSE, como a implantação do sistema biométrico de identificação, atendendo pelo menos 24 milhões de eleitores em todo o País; a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), adaptado às especificidades da Justiça Eleitoral; e a consolidação da imagem da Justiça Eleitoral como uma justiça especializada que trabalha permanentemente e não apenas em anos eleitorais.

A coordenadora da Rádio e TV Justiça, Juliana Batista, destacou o enorme potencial de parcerias com outros tribunais para a geração de programas. Ela observou, porém, que os programas recebidos dos tribunais têm seguido o mesmo formato de jornal, debate ou entrevista e que a intenção é mudar para diversificar a programação. "Queremos investir na área cultural", afirmou.

O secretário de Comunicação Social do CNJ, Marcone Gonçalves, ressaltou que os presidentes dos tribunais, durante o VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em novembro de 2012, estabeleceram o aperfeiçoamento da comunicação como prioridade. Ele informou que o Conselho está estudando uma resolução para detalhar a política de comunicação a ser seguida pelo Judiciário. "Estamos consolidando o projeto estratégico de comunicação do Judiciário", afirmou.

Segundo Marcone, a comunicação deve se posicionar melhor na estrutura dos tribunais. Mas, para isso, as assessorias de comunicação têm de se aprimorar e apresentar resultados efetivos. Sem um esforço efetivo, ressaltou, a comunicação não alcançará a posição estratégica no Judiciário.

Agência CNJ de Notícias

[Fonte: CNJ - notícia 26/02/2013]

  

 

Secretário-Geral do CNJ defende diálogo amplo com a sociedade

O secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Cesar dos Santos de Oliveira, defendeu nesta segunda-feira (25/2), no Encontro Nacional de Comunicação do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ, em Brasília, diálogo mais amplo com a sociedade. "Não se pode imaginar o Judiciário, hoje, como uma instituição hermética", afirmou.

Ele destacou, no entanto, a necessidade de se cuidar da relevância das informações. "Esse é um trabalho a que comunicação social precisa ficar atenta, em função da premência do tempo, pois muitas vezes alguns assuntos perdem importância, apenas porque não são divulgados no tempo adequado", afirmou.

O secretário defendeu também que a comunicação social dos tribunais não seja instrumentalizada. "A comunicação precisa ser afinada com a finalidade institucional do Judiciário e não com os interesses pessoais. Precisa atender ao interesse público."

Fabio Cesar abriu a segunda parte do primeiro dia do encontro, na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF). No primeiro dia do encontro os trabalhos foram destinados apenas aos assessores de comunicação do Judiciário, para discutir as estratégias de divulgação das Metas do Poder Judiciário brasileiro, especialmente a que trata da improbidade administrativa.

Rosana de Cassia
Agência CNJ de Notícias

[Fonte: CNJ - notícia 25/02/2013]

 

Matérias relacionadas: (link interno)
»  Internet - Publicações

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»  Manual de Redes Sociais do Poder Judiciário

Referências: (link externo)
»  CNJ - Conselho Nacional de Justiça

 

 

 

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