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Criança e Adolescente

04/06/2013

SAÚDE - Saúde da criança: vírus sincicial

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Palivizumabe

A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba ajuizou ACP contra o Estado do Paraná, objetivando o imediato fornecimento do medicamento Palivizumabe, para criança portadora de hipertensão pulmonar e vulnerável ao vírus sincicial respiratório (VSR).

O VSR possui ampla circulação nos meses de abril a agosto, para o qual estão vulneráveis de contraí-lo crianças com menos de dois anos de idade na entrada do inverno, especialmente aquelas que tenham nascido com doenças cardíacas congênitas e patologias pulmonares.

O fornecimento desse fármaco, que está registrado na ANVISA, foi solicitado à Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, que negou a dispensação por não integrar os Componentes da Assistência Farmacêutica do MS.

O Palivizumab já é fornecido pelo SUS em Goiânia-GO e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mediante critérios técnicos estabelecidos por protocolos clínicos criados pelas respectivas administrações sanitárias.

Leia a Portaria do Ministério da Saúde que incorpora o medicamento ao SUS.

A petição inicial da ACP consta do acervo do CAO, acessível mediante aposição de login e senha funcionais.

[Fonte: Correio da Saúde - Edição nº 783 - 03/06/2013]

 

Pulmões a salvo

Uma vacina é capaz de prevenir os problemas respiratórios que afligem os bebês prematuros. Mas poucos pais e pediatras a conhecem.

A miúda Sophia, de 3 anos, pesava 630 gramas quando nasceu: sua mãe estava na 23ª semana de gestação. A menina passou seis meses internada, foi submetida a cinco cirurgias e a catorze transfusões de sangue. Mas foi uma bronquiolite, que contraiu quando tinha 1 ano e 3 meses, o que mais assustou seus pais. Ela passou quinze dias internada em uma UTI, fraca e com dificuldade para respirar. "Foram dias de muita angústia", diz a mãe, Elza Falcão, de 40 anos. O vírus sincicial respiratório, o VSR, que atacou os brônquios e os pulmões de Sophia, é a principal causa de hospitalização de prematuros com menos de 1 ano de vida. Bebês que nascem antes de 37 semanas de gestação são especialmente vulneráveis a ele: têm risco até dez vezes maior de contrair formas graves de bronquiolite e pneumonia. "Neles, a doença é mais severa e evolui rapidamente para complicações", diz o neonatologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Isso porque o desenvolvimento de seus pulmões não se completou no útero, o que os torna alvo fácil para o vírus. Para esses recém-nascidos, entretanto, há uma arma de prevenção eficaz. Trata-se de um anticorpo monoclonal, o palivizumabe, que funciona como uma vacina. Administrado via injeção intramuscular, ele evita hospitalizações em até 70% dos casos. Embora esteja incluído no calendário de vacinações da SBIm, são poucos os pediatras que o recomendam. "É por puro desconhecimento", afirma Kfouri. A entidade iniciará uma campanha no começo de maio para esclarecer pais e médicos sobre a existência de um calendário só para prematuros e a importância da imunização.

O índice de nascimentos precoces só faz aumentar: nos últimos dez anos, passou de 8% para 13% nos hospitais particulares. A principal razão é a maior ocorrência de gestações múltiplas, efeito dos tratamentos de fertilidade, e de gestações tardias - ambas fatores de risco para partos prematuros. A prevenção, no caso desses bebês, é essencial. Mesmo as vacinas comuns devem ser administradas de modo diferente aos prematuros. A BCG, que previne formas graves de tuberculose, deve ser aplicada assim que o recém-nascido atinge 2 quilos. No caso da hepatite B, são necessárias quatro doses, em vez de três. Outra precaução importante, segundo a infectologista pediátrica Lily Yin Weckx, da Universidade Federal de São Paulo: "A tríplice bacteriana deve, preferencialmente, ser acelular, o que reduz o risco de reações como febre alta". Em relação ao palivizumabe, há um porém: ele é caro. Uma dose pode custar mais de 1 000 reais - sendo que se preconiza uma injeção por mês na época de circulação do vírus, de março a setembro. Mas alguns planos de saúde cobrem o valor, e o medicamento é oferecido gratuitamente em postos de vacinação dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro a bebês que nascem com menos de 28 semanas. E saúde de recém-nascido, claro, não tem preço.

Gabriella Sandoval

[Fonte: Revista Veja - Edição 2162 - 28/04/2010]

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Alvo fácil - Nascida com 23 semanas de gestação, Sophia foi vítima do vírus causador de bronquiolite: quinze dias na UTI (foto: Claudio Gatti)

 

SUS inclui remédio que previne doenças respiratórias em lista de distribuição gratuita

SUS inclui remédio que previne doenças respiratórias em lista de distribuição gratuita

Brasília - A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde incluiu na lista de remédios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento Palivizumabe, usado na prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (03/12/2012) e o ministério terá prazo de 180 dias para disponibilizar o remédio no SUS. O vírus sincicial respiratório é um dos principais responsáveis por casos de bronquiolite e pneumonia em crianças de até 2 anos.

Vinícius Soares, Repórter da Agência Brasil
Edição de Denise Griesinger

[Fonte: Agência Brasil - 03/12/2012]

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O novo medicamento distribuido pelo SUS é indicado à crianças de até dois anos que sofrem de doenças respiratórias (foto divulgação / Prefeitura de Camacari - BA)

 

Camex reduz a zero Imposto de Importação de sete medicamentos

Brasília - Sete medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), e sem concorrentes fabricados no Brasil, tiveram o Imposto de Importação zerado. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada hoje (31/05/2013) no Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a diminuição das tarifas vai contribuir para a redução das despesas do SUS, porque os medicamentos são caros e provocam grande impacto no orçamento do Ministério da Saúde.

A medida abrange três medicamentos usados no tratamento da artrite reumatoide (Abatacepte, Cetolizumabe Pegol e Golimumabe), dois remédios para a hepatite C (Telaprevir e Boceprevir), um medicamento indicado para prevenção de infecções respiratórias (Palivizumabe) e o hemoderivado Fator 8, usado no tratamento de hemofílicos. Para os medicamentos contra a hepatite C, o Imposto de Importação caiu de 8% para 0%. Nos demais casos, a tarifa passou de 2% para 0%.

Para não descumprir as políticas comerciais do Mercosul, que limitam o número de produtos que podem ter tarifas diferentes do restante do bloco, a Camex teve de aumentar o Imposto de Importação dos congeladores blast freezers, utilizados no congelamento de plasma sanguíneo. Esse equipamento foi retirado da lista de exceções à tarifa externa comum e voltou a pagar 20% para entrar no país, mesma tarifa cobrada no restante do Mercosul.

Wellton Máximo, Repórter da Agência Brasil
Edição de Beto Coura

[Fonte: Agência Brasil - 31/05/2013]

 

Referências:   (links externos)
»  CAOP de Proteção à Saúde Pública (MP-PR)
»  Portaria MS nº 53, de 30 de novembro de 2012

 

 

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