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Criança e Adolescente

05/11/2013

SAÚDE - Gravidez na adolescência

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Gravidez na adolescência é tema do relatório anual do UNFPA

Lançamento mundial do “Situação da População Mundial 2013” ocorreu nesta quarta-feira (30/10/2013).

Todos os dias, nos países em desenvolvimento, 20 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz e 200 morrem em decorrência de complicações da gravidez ou parto. Em todo o mundo, 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano, das quais 2 milhões são menores de 15 anos - número que podem aumentar para 3 milhões até 2030, se a tendência atual for mantida.

A gravidez indesejada na adolescência traz consequências para a saúde, educação, emprego e direitos de milhões de meninas em todo o mundo, e pode se tornar um obstáculo ao desenvolvimento de seu pleno potencial.

As implicações da gravidez na adolescência e o que pode ser feito para garantir uma transição saudável e segura para a vida adulta são algumas das questões abordadas pelo relatório “Situação da População Mundial 2013”, do UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, que este ano traz como título “Maternidade Precoce: enfrentando o desafio da gravidez na adolescência”.

O relatório (disponível em inglês e espanhol) será lançado mundialmente nesta quarta-feira, 30 de outubro, em 150 países.

•   Relatório Situação da População Mundial 2013  (completo em inglês)

•   Relatório Situação da População Mundial 2013  (completo em espanhol)

•   Resumo do relatório  (em português)

•   Principais dados globais  (em português)

•   Principais dados do Brasil  (em português)

Mais informações
UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas
Ulisses Lacava - 61 30389259 / 91811000
Gabriela Borelli - 61 30389246
imprensa@unfpa.org.br

[Fonte: UNFPA Brasil - Notícia 29/10/2013]

 

10 fatos sobre gravidez na adolescência no mundo

Todos os dias, 20 mil adolescentes com menos de 18 anos dão à luz em países em desenvolvimento.

Das 7,3 milhões de meninas com menos de 18 anos que dão a luz a cada ano em países em desenvolvimento, 2 milhões têm menos de 15 anos.

95% dos nascimentos de filhos e filhas de adolescentes ocorrem em países em desenvolvimento.

Em países desenvolvidos, 680 mil partos são de mães adolescentes. Cerca de metade deles acontece nos Estados Unidos.

Adolescentes representam cerca de 18% da população do mundo, sendo que 88% deles vivem em países em desenvolvimento.

O custo de oportunidade de vida relacionada à gravidez na adolescência - medida pela renda anual precedente da mãe ao longo da vida - varia de 1% do PIB anual, ou $124 bilhões, na China, a 30% do PIB, ou $15 bilhões, em Uganda.

Anualmente, acontecem até 3,2 milhões de abortos inseguros em países em desenvolvimento envolvendo adolescentes de 15 a 19 anos.

Estima-se que 70 mil adolescentes em países em desenvolvimento morrem a cada ano por complicações durante a gravidez ou o parto.

Meninas que ficam grávidas antes dos 15 anos em países de baixa e média renda têm o dobro de risco de morte materna e fistula obstétrica que mulheres mais velhas, especialmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia.

A educação reduz a probabilidade de casamento precoce e retarda a gravidez. O casamento precoce está fortemente associado com a gravidez na adolescência. Cerca de 39 mil garotas com menos de 18 anos se casam todos os dias.

[Fonte: Principais dados globais UNFPA]

 

Gravidez na Adolescência no Brasil

A juventude é uma fase de escolhas que podem ter influência determinante no presente e no futuro de cada pessoa, seja levando ao pleno desenvolvimento pessoal, social e econômico, seja criando obstáculos à realização destas metas.

Decisões voluntárias e conscientes relacionadas ao exercício da sexualidade e á vida reprodutiva são particularmente importantes nessa etapa da vida.

De acordo com dados oficiais:

26,8% da população sexualmente ativa (15-64 anos) iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos no Brasil [nota 1];

Cerca de 19,3% das crianças nascidas vivas em 2010 no Brasil são filhos e filhas de mulheres de 19 anos ou menos [nota 2];

Em 2009, 2,8% das adolescentes de 12 a 17 anos possuíam 1 filho ou mais [nota 3];

Em 2010, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos possuíam pelo menos um filho (em 2000, o índice para essa faixa etária era de 15%) [nota 4].

A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dadas as características do contexto de desenvolvimento brasileiro, sendo observado um viés de renda, raça/cor e escolaridade significativo na prevalência desse tipo de gravidez [nota 5] (adolescentes pobres, negras ou indígenas e com menor escolaridade tendem a engravidar mais que outras adolescentes).

Muitas gravidezes de adolescentes e jovens não foram planejadas e são indesejadas; inúmeros casos decorrem de abusos e violência sexual ou resultam de uniões conjugais precoces, geralmente com homens mais velhos. Ao engravidar, voluntaria ou involuntariamente, essas adolescentes têm seus projetos de vida alterados, o que pode contribuir para o abandono escolar e a perpetuação dos ciclos de pobreza, desigualdade e exclusão.

Para romper esse ciclo e assegurar que adolescentes e jovens alcancem seu pleno potencial, é preciso:

Investir em políticas, programas e ações que promovam os direitos, a autonomia e o empoderamento de adolescentes e jovens, em especial meninas, em relação ao exercício de sua sexualidade e de sua vida reprodutiva, para que possam tomar decisões voluntárias, sem coerção e sem discriminação;

Garantir o acesso de adolescentes e jovens à informação correta e em linguagem adequada sobre os seus direitos, incluindo o direito à saúde sexual e reprodutiva, bem como o acesso à educação integral em sexualidade;

Assegurar o acesso às ações e aos insumos de saúde sexual e reprodutiva, tais como preservativos e contraceptivos, para que gravidezes não planejadas sejam evitadas;

Envolver as famílias, comunidades, serviços e profissionais de saúde na resposta adequada às necessidades e demandas de adolescentes e jovens, incluindo aquelas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva.

Garantir a participação de adolescentes e jovens nos processos de tomada de decisões, como condição fundamental para os avanços democráticos e para a realização de seus direitos.

[Fonte: Principais dados do Brasil UNFPA]

 

Notas do texto:

[ 1 ]   MS/PCAP 2008.

[ 2 ]   MS/Sinasc. Ver: Brasil/MS, 2012. Saúde Brasil 2011: uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde da mulher. Brasília: MS/SVS.

[ 3 ]   MS/Sinasc. Ver: UNICEF, 2011. Situação da Adolescência Brasileira 2011. O direito de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades. Brasília: UNICEF.

[ 4 ]   CEPAL. Ver: Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e o Caribe, 2012. Informe Anual. Santiago do Chile: CEPAL.

[ 5 ]   Ver, entre outros: IBGE/Síntese dos Indicadores Sociais 2012.

 

Brasil gasta R$ 7 bi por ano com gravidez na adolescência

Estudo da ONU concluiu que país conseguiria acumular R$ 7 bilhões a mais na arrecadação se "adolescentes adiassem a gravidez até depois dos 20 anos".

Brasil gasta R$ 7 bi por ano com gravidez na adolescência

Mulher grávida: pesquisa revela que, nos países em desenvolvimento, 70 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz e 200 morrem por causa de complicações (Foto: Wikimedia Commons)

São Paulo - O estudo anual "Situação da População Mundial", divulgado nesta quarta-feira, 30, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), conclui que o Brasil conseguiria acumular R$ 7 bilhões a mais na arrecadação anual se "adolescentes adiassem a gravidez até depois dos 20 anos".

A pesquisa revela que, nos países em desenvolvimento, 70 mil meninas com menos de 18 anos dão à luz e 200 morrem por causa de complicações da gravidez ou parto, todos os dias. Em todo o mundo, 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano, das quais 2 milhões são menores de 15 anos. O estudo estima um aumento para 3 milhões até 2030, se a tendência atual for mantida.

O documento do estudo intitulado "Maternidade Precoce: enfrentando o desafio da gravidez na adolescência" aborda, entre outras questões, "as implicações da gravidez na adolescência e o que pode ser feito para garantir uma transição saudável e segura para a vida adulta".

O estudo destaca ainda as consequências da maternidade precoce e não planejada para "a saúde, educação, emprego e direitos de milhões de meninas em todo o mundo, o que pode se tornar um obstáculo ao desenvolvimento de seu pleno potencial". Uma das consequências da gravidez na adolescência apontadas pelo relatório é a taxa de abortos inseguros realizados anualmente em países em desenvolvimento: até 3,2 milhões, envolvendo jovens de 15 a 19 anos.

Vivian Codogno, do Estadão

[Fonte: Exame.com - Notícia 30/10/2013]

 

Gravidez na adolescência prejudica futuro da mãe e da criança, diz professor da UnB

Gravidez na adolescência prejudica futuro da mãe e da criança

Brasília - No Brasil, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos tinham pelo menos um filho em 2010, segundo o relatório anual Situação da População Mundial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado esta semana. Neste ano, o tema é Maternidade Precoce: Enfrentando o Desafio da Gravidez na Adolescência. No país, o texto aponta que adolescentes pobres, negras ou indígenas e com menor escolaridade tendem a engravidar mais que outras adolescentes.

A taxa é menor entre as jovens mais novas. Dados de 2009 mostram que 2,8% das adolescentes de 12 a 17 anos eram mães. "A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dadas as características do contexto de desenvolvimento brasileiro", diz o relatório. Para essas jovens, a gravidez, na maior parte das vezes indesejada, representa o afastamento da escola e do mercado de trabalho, além da possibilidade de ter complicações de saúde relacionados à gravidez ou ao parto.

"Além de se afastarem da escola, essas jovens não estão preparadas para cuidar do bebê, que acaba sendo cuidado pela mãe e pela avó. Essa criança não tem, em geral, as condições de um desenvolvimento adequado. A mãe acaba tendo o próprio futuro e o da criança prejudicados", avalia o professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), Vicente Faleiros, autor de estudos sobre adolescentes e políticas públicas. Ele aponta outro problema. "Longe da escola, essa menina tende a engravidar outras vezes", o que dificulta ainda mais a inserção nas escolas e no mercado.

Cristina Rodrigues Sousa e Tássia Portela são jovens que passaram pela experiência de se tornarem mães antes dos 19 anos. Ambas tiveram que deixar os estudos para se dedicar aos filhos.

Tássia tem 22 anos e está desempregada. Ela teve o primeiro filho com 17 anos e teve que criá-lo sozinha. "O meu filho vai fazer 5 anos em dezembro. O pai dele morreu quando ele tinha 10 meses, foi bem difícil. Foi em um acidente de carro. Eu morava com minha mãe". Ela começou a fazer uma faculdade, mas não terminou. Hoje, diz que não trocaria o momento que vive. "Você abre mão de certas coisas pra poder cuidar da criança. Apesar de ser nova, sou bem responsável e acho que sou uma boa mãe", disse Tássia.

Já Cristina engravidou aos 18. Atualmente tem 28 anos e estuda. Ela diz que chegou a trabalhar, mas que "não deu muito certo". "Foi muito difícil. No início entrei em depressão, pois minha vida havia mudado completamente. Em vez de estar cursando uma faculdade, trabalhando, mas ali estava eu, com um filho. Não dormia mais, não tinha tempo de comer nem de arrumar a casa, roupas de bebê empilhada para lavar e passar", disse Cristina. Com o passar do tempo, ela conta que amadureceu.

No entanto, ainda lembra da experiência de contar sobre a gravidez para o pai. "Meu pai sempre foi muito durão em relação a isso, não tive muita instrução sobre sexualidade. Como contar para o meu pai que eu estava grávida? Havia terminado recentemente o ensino médio, não trabalhava, e nem o pai do meu filho. Fiquei sem chão".

Faleiros diz que a situação é recorrente. "Muitos pais não estão preparados para orientar os filhos". O professor acrescenta que, nos últimos quatro anos, observou mudanças nas políticas públicas brasileiras. Segundo ele, elas estão mais voltadas para uma atenção específica ao jovens e ao contexto em que estão inseridos, o que é positivo. "Não basta só olhar a barriga da jovem, tem que olhar o contexto, a relação com o pai da criança, que também tem que ser conscientizado. O país já está considerando a adolescente como pessoa, apesar de ainda ter o que melhorar", analisa.

Mariana Tokarnia, Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

[Fonte: EBC - Agência Brasil - 02/11/2013]

 

Calendário

Dada a importância do tema foram criadas, em diversos níveis, datas especiais para a orientação e prevenção da gravidez na adolescência:

•   26 SET - Dia Mundial de Prevenção de Gravidez na Adolescência
(Iniciativa internacional para aumentar a conscientização e o conhecimento da contracepção e saúde reprodutiva)
Ver notícia:
CALENDÁRIO - 26 de setembro: Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência (26/09/2013)

•   Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência
(Semana que inclui o 1º de fevereiro, aprovado na Câmara: Projeto de Lei 512/2011)
Ver notícia:
CALENDÁRIO - Comissão aprova criação da Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência (12/05/2012)

•   Semana de Orientação Sobre a Gravidez na Adolescência
(Primeira semana do mês de maio, instituída pela Lei Estadual nº 16.105/2009-PR)
Ver notícia:
SAÚDE - Paraná tem altos índices de gravidez na adolescência (10/05/2010)

 

Notícias adicionais

•   A cada dia, 20 mil jovens com menos de 18 anos dão à luz em países em desenvolvimento
(02/11/2013 - EBC - Agência Brasil)

Brasília - Todos os dias 20 mil adolescentes com menos de 18 anos dão à luz em países em desenvolvimento. Isso representa, 7,3 milhões de novas mães por ano nesses países. O número é mais do que dez vezes a quantidade de partos de adolescentes nos países desenvolvidos, 680 mil. (...)

•   Até 3,2 milhões de abortos inseguros por ano são feitos por adolescentes em países em desenvolvimento
(02/11/2013 - Canal Saúde - FioCruz)

Anualmente, acontecem até 3,2 milhões de abortos inseguros em países em desenvolvimento envolvendo adolescentes de 15 a 19 anos. Estima-se que 70 mil adolescentes em países em desenvolvimento morrem a cada ano por complicações durante a gravidez ou o parto. (...)

•   A cada dia, 20 mil jovens dão à luz em emergentes
(02/11/2013 - Exame.com - Abril)

Número é mais do que dez vezes a quantidade de partos de adolescentes nos países desenvolvidos, 680 mil...

•   Gravidez na adolescência ainda é um problema social
(21/10/2013 - Paraná Online)

O número de adolescentes grávidas caiu 60,8% entre as jovens de 16 a 19 anos nos últimos 17 anos em Curitiba, passando de 4.852 casos em 1995 para 2.953 no ano passado. O índice de gravidez na cidade também diminuiu 62,3% na faixa etária de 10 a 15 anos. (...)

 

Matérias relacionadas:   (links internos)
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Notícias relacionadas:   (links internos)
»  CALENDÁRIO - 26 de setembro: Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência (26/09/2013)
»  CALENDÁRIO - Comissão aprova criação da Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência (12/05/2012)
»  SAÚDE - Paraná tem altos índices de gravidez na adolescência (10/05/2010)

Download:   (arquivo PDF)
»  Relatório Situação da População Mundial 2013 (completo em inglês)
»  Principais dados do Brasil (em português)

Referências:   (links externos)
»  EBC - Agência Brasil
»  Exame.com
»  ONU - Organização das Nações Unidas
»  UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas

 

 

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