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23/12/2013

INTERNET - Seis milhões de adolescentes brasileiros não têm acesso à internet

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Seis milhões de adolescentes brasileiros não têm acesso à internet, revela UNICEF. Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência aponta escolaridade e renda como fatores de exclusão digital. Pesquisa dará origem a uma campanha sobre o uso seguro da internet voltada para adolescentes.

INTERNET - Seis milhões de adolescentes brasileiros não têm acesso à internet, revela UNICEF

(Foto: © UNICEF/BRZ/Ratão Diniz)

Brasília, 16 de dezembro de 2013 - O Brasil tem 6 milhões de adolescentes sem acesso à internet. O número corresponde a 30% dos brasileiros entre 12 e 17 anos. Entre as meninas e meninos que vivem nas zonas rurais, a taxa de exclusão é ainda maior: chega a 52% dos indivíduos nessa faixa etária. A renda familiar também tem impacto no acesso. Entre os adolescentes de famílias com renda familiar de até um salário mínimo mensal, a taxa de exclusão é de 52%. A escolaridade é outro filtro de acesso à rede. O índice de exclusão entre os jovens que estudaram somente até o quinto ano é de 56%.

Os dados constam de pesquisa nacional coordenada pelo UNICEF que contou com o apoio do Google. A pesquisa servirá de base para uma campanha do UNICEF voltada para adolescentes sobre o uso seguro da internet.

Foram entrevistados pelo Ibope Inteligência 2.002 adolescentes entre 12 a 17 anos em 150 municípios em todas as cinco regiões geográficas brasileiras. Com isso, foi assegurada uma amostra representativa para identificar a diversidade de situações, seja pelo local de moradia (urbano/rural ou região geográfica do país), situação de renda, gênero, raça/cor ou escolaridade.

Para o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do UNICEF no Brasil, Mário Volpi, "a pesquisa confirma que as desigualdades sociais se refletem também no acesso à internet, uma vez que os adolescentes mais pobres e com menos escolaridade são os mais excluídos na internet".

O estudo mostra também que, enquanto os adolescentes das famílias de maior renda têm acesso à internet em suas casas, os de menor renda precisam pagar para estar conectados. Escolas e centros públicos gratuitos ainda não representam uma alternativa de acesso, já que menos de 10% dos adolescentes que usam a internet citam esses espaços com uma opção.

Em relação ao uso seguro da tecnologia, um total de 48% dos meninos e 31% das meninas já encontrou pessoalmente alguém que só havia conhecido pela internet. O compartilhamento de informações pessoais, a exposição de situações de seu cotidiano, fotos e a permissão de acesso livre a qualquer pessoa aos seus dados são fatores que tornam o adolescente vulnerável às pessoas que queiram manipular essas informações para constrangê-los ou assediá-los.

A pesquisa mostra que os adolescentes se sentem mais discriminados na vida real do que na internet. Enquanto 14% dos adolescentes revelaram já ter sofrido algum tipo de discriminação na vida real, quando perguntados se já haviam sofrido algum tipo de discriminação na internet, o percentual foi de 6%. Entretanto, quando perguntados se já presenciaram situações de discriminação ou assédio de outras pessoas na internet, 14% disseram ter visto alguém sendo abordado insistentemente por pessoa desconhecida; 10% informaram ter visto alguém ser abordado com conteúdo sexual ou pornográfico.

Do total, 27% dos entrevistados revelaram ter visto pessoas sendo discriminadas por causa de sua raça/cor e 22% disseram ter visto alguém ser desrespeitado por gostar de alguém do mesmo sexo.

Para os adolescentes brasileiros, a internet é uma grande biblioteca, um lugar para fazer amizades, um caminho para o avanço profissional e um local que possibilita contato com outros povos. Quanto ao apoio dos pais ou responsáveis para o uso seguro da internet, 54% dos entrevistados afirmaram contar com algum acompanhamento desses adultos e 46% afirmaram não ter ninguém acompanhando o que fazem na internet.

Acesse a pesquisa na íntegra em nossa biblioteca virtual.

Mais informações para imprensa:
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Immaculada Prieto
E-mail: iprieto@unicef.org
Telefone: (21) 98237 0856

Estela Caparelli
E-mail: mecaparelli@unicef.org
Telefone: (61) 8166 1648

[Fonte: UNICEF - Notícia 13/12/2013]

 

- Download PDF -

O Uso da Internet por Adolescentes
Pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF
[Fonte: Unicef Brasil - Publicações]
 
Download:         [ opção 1 ]         [ opção 2 ]
 
(formato PDF - tamanho 5,91MB - 88 págs - Brasília, Dezembro 2013)

 

Conclusões

O uso da internet por adolescentes vem crescendo rapidamente, já são quase 10 milhões de adolescentes que fazem uso diário da rede e mais 5 milhões que usam de 1 vez por semana até os que usaram nos últimos três meses. Entre os 6 milhões de adolescentes que estão excluídos encontram-se os mais pobres, que vivem na zona rural, com baixa escolaridade e os adolescentes indígenas.

As principais atividades dos adolescentes na internet estão relacionadas às redes sociais, ao entretenimento e a busca de informações.

Enquanto os adolescentes das famílias de maior renda tem acesso à internet em suas casas, os de menor renda o fazem em centros pagos. Escolas e centros públicos gratuitos ainda não representam uma alternativa de acesso uma vez que menos de 10% dos adolescentes que usam a internet os citam com opção.

O fato de 19% dos adolescentes que acessam a internet terem afirmado já ter acessado sites de conteúdo impróprio para menores de 18 anos indica a exposição de um grupo expressivo a conteúdos inadequados à sua fase de desenvolvimento.

O fato de 48% dos meninos e 31% das meninas já ter encontrado pessoalmente alguém que só haviam conhecido pela internet pode ser um indicador de que a internet ajuda a ampliar as possibilidades de conhecer novas pessoas, mas também pode revelar uma exposição a situações de vulnerabilidade caso não sejam tomados os cuidados adequados.

O compartilhamento de informações pessoais, a exposição de situações de seu cotidiano, fotos de toda natureza e a permissão de acesso livre a qualquer pessoa aos seus dados é um fator que torna o/a adolescente vulnerável às pessoas que queiram manipular estas informações para constranger, assediar ou expor o/a adolescente.

Os adolescentes se sentem mais discriminados na vida real do que na internet. Enquanto 14% dos adolescentes revelaram já ter sofrido algum tipo de discriminação na vida real, quando perguntados se já haviam sofrido algum tipo de discriminação na internet o percentual foi de 6%. Entretanto, quando perguntados se já presenciaram situações discriminação ou assédio de outras pessoas na internet, 14% já viu alguém ser abordado insistentemente por pessoa desconhecida; 10% já viu alguém ser abordado com conteúdo sexual ou pornográfico; 27% já viu alguém ser discriminado por causa de sua raça/cor e 22% já viu alguém ser desrespeitado por gostar de alguém do mesmo sexo.

Quanto ao apoio dos pais para o uso seguro da internet 54% afirma ter algum acompanhamento e 46% afirma não ter nenhum acompanhando sobre o que faz na internet.

Para os adolescentes a internet é uma grande biblioteca; um lugar para fazer amizades, um caminho para o avanço profissional e um local que possibilita contato com outros povos.

Num balanço geral sobre os dados obtidos nesta pesquisa é possível afirmar que os adolescentes vêm fazendo um uso da internet que demanda maior apoio, orientação e acompanhamento dos adultos.

Neste sentido o UNICEF está organizando com seus aliados um processo de mobilização social, educação e informação para garantir que o direito à comunicação dos adolescentes seja exercido também na internet de forma inclusiva, segura e que permita aos adolescentes usufruir deste espaço para o seu desenvolvimento e a realização dos seus direitos.

[Fonte: O Uso da Internet por Adolescentes - Pesquisa Unicef - Arquivo PDF]

 

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Download:   (arquivo PDF)
»   O Uso da Internet por Adolescentes (Pesquisa Unicef - DEZ 2013)

Referências:   (links externos)
»   Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância

 

 

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