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Criança e Adolescente

16/02/2016

INTERNET - Facebook lança plataforma para combater bullying pela rede social

Ajude a acabar com o bullying!

O Facebook lançou nesta terça-feira, uma plataforma que oferece ferramentas para ajudar adolescentes, pais e professores a evitar e combater o bullying pela rede social. A Central de Prevenção ao Bullying no Brasil, desenvolvida em parceria com a organização não-governamental SaferNet Brasil e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), deve entrar no ar até o final do dia.

A central está dividida em seções inspiradas em situações reais de bullying. Há uma área para os adolescentes, uma para os pais e responsáveis, uma para os educadores, uma contendo informações e contatos dos parceiros e uma lista de recursos para denunciar conteúdos e configurar a privacidade.

De acordo com o diretor de políticas públicas do Facebook, Bruno Magrani, o grupo já trabalha de diversas maneiras para tentar fomentar o comportamento respeitoso na rede social e mesmo já havendo formas de evitar a agressão, essas ações ocorrem depois de a situação já ter ocorrido.

— A grande novidade é que estamos investindo em uma campanha de prevenção ao bullying e esperamos ter efeitos duradouros. A central é um guia de dicas e informações para que os três grupos descritos possam identificar as situações de bullying e saibam o que fazer — comenta Magrani.

A oficial do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef Brasil, Gabriela Mora, explicou que os integrantes do projeto trabalham para que o guia faça sentido no contexto brasileiro e não seja uma simples tradução do que já é feito em outros países:

— Nessa adaptação para o Brasil, fomos ouvir os adolescentes e ver o que fazia sentido para eles. A grande vantagem da central é que ela investe no diálogo com o adolescente. O material é um orientador muito flexível que pode ser adaptado para qualquer forma de esse diálogo acontecer.

Ela destacou que para tratar do assunto é preciso estar atento para o fato de que a adolescência tem peculiaridades, e uma situação de violência psicológica tem muita repercussão na vida do indivíduo.

— Se acontece dentro de uma sala de aula, já tem uma repercussão. Se acontece online, se perde o controle dessa repercussão, isso tem um impacto muito maior. É importante respeitar essa fase que é de muita inovação. E é importante respeitar principalmente a autonomia dos jovens. O que acontece é que o adolescente está decidindo o que faz online. O controle e repressão não funcionaria com esse público, por isso é preciso partir para o diálogo — ressalta Mora.

O diretor de educação da SaferNet Brasil, Rodrigo Nejm, disse que a organização não governamental tem se dedicado a estudar formas para que as crianças e adolescentes tenham informação, maturidade e discernimento para usar bem sua autonomia na internet.

— Temos que habilitar crianças e adolescentes para lidar com situações reais da vida seja dentro ou fora da internet. Apostamos na conciliação e em ver que segurança nunca será oposto de liberdade. Nosso desafio é conseguir educar para boas escolhas online e que os adolescentes tenham referenciais para desfrutar das boas oportunidades no ambiente digital — explicou.

Para Nejm, é muito positivo que o material contido na Central de Prevenção ao Bullying no Brasil, do Facebook, insistindo na quebra do silêncio e na ideia de não apenas vitimizar os adolescentes como se eles fossem desamparados e sem habilidade de lidar com as situações encontradas na internet.

— Também tivemos o cuidado em diferenciar o termo bullying, que não é tão claro no Brasil, distinguindo uma simples brincadeira de algo sério, para não cair em um extremo e, sim, refinar e criar informação para dar habilidade para eles saberem onde está o limite entre brincadeira e a agressão — acrescentou Nejm.

O diretor também destacou que o diálogo e a mediação de conflito, proporcionados pela nova ferramenta do Facebook, ajudam a mostrar ao próprio agressor o que ele está fazendo:

— No guia há bastante coisa voltada para quem de alguma forma agride. E para que essa pessoa perceba se foi só brincadeira ou se, de fato, ela está cometendo uma violência. E para que ele também possa mudar sua postura, e pedir desculpas. É importante não condenar o agressor como se ele fosse um caso perdido. O material traz esse olhar para o educador e os pais poderem tomar atitudes com quem agride e precisa de ajuda.

A partir de março, a SaferNet visitará pelo menos dez escolas em todo o país para debater a segurança online e oferecer dicas de como usar o Facebook de forma saudável.

— Muitas vezes superestimamos a capacidade das crianças e adolescentes de desfrutarem desses ambientes digitais. Nós supomos que, por eles terem nascido nesse contexto de hiper acesso às ferramentas digitais, eles dominam essas ferramentas, mas isso não é óbvio. Às vezes, se confunde uma habilidade de manuseio com a capacidade crítica e maturidade para se apropriar da ferramenta — afirma Nejm.

Segundo o diretor, a prioridade serão as escolas públicas e a viabilização de visitas a algumas particulares, de médio porte, localizadas nos bairros.

— Há escolas particulares que tem papel fundamental e que envolvem muitos alunos. Vamos usar como base os pedidos das escolas que já nos procuram constantemente e que sinalizam que esse é um tema urgente para elas — destaca.

[Fonte: DC Digital - Diário Catarinense - 16/02/2016]

 

BULLYING - Lei que cria programa de combate ao bullying começa a valer esta semana

Programa de Combate à Intimidação Sistemática prevê a realização de campanhas educativas, orientação e assistência às vítimas e aos agressores.

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(Foto: Stock Photos / Stock Photos)

A partir desta semana, escolas, clubes e agremiações recreativas em todo o país deverão desenvolver medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. A lei que institui o chamado Programa de Combate à Intimidação Sistemática foi sancionada em novembro passado e prevê a realização de campanhas educativas, além de orientação e assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.

O texto estabelece que os objetivos propostos pelo programa poderão ser usados para fundamentar ações do Ministério da Educação, das secretarias estaduais e municipais de educação e também de outros órgãos aos quais a matéria diz respeito. Entre as ações previstas está a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema.

Ainda de acordo com a legislação, a punição aos agressores, em casos de bullying, deve ser evitada, tanto quanto possível, "privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil".

O texto caracteriza o bullying como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

A previsão é que sejam produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de bullying nos estados e municípios para o planejamento das ações. Segundo a lei, os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do programa.

Leia a Lei nº 13.185/2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), na íntegra.

[Fonte: ZH - Zero Hora - Vida - Grupo RBS - 09/02/2016]

 

BULLYING - A história de adultos vítimas de humilhações durante a vida escolar

Marcas do bullying: a história de adultos vítimas de humilhações durante a vida escolar. Entra em vigor a lei que prevê a capacitação de professores e equipes pedagógicas para a prevenção da violência física e psicológica entre crianças e adolescentes.

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Fábio Verçosa foi hostilizado pelos colegas de colégio por ser negro, pobre, gay e gordo.
(Foto: Júlio Cordeiro / Agência RBS)

Fábio Verçoza, 51 anos, funcionário público e ex-Rei Momo do Carnaval de Porto Alegre, foi vítima de bullying durante os 11 anos em que estudou em uma das escolas mais tradicionais da cidade. Ganhou apelidos e foi hostilizado pelos colegas por ser negro, pobre, gay e gordo.

Bullying é prática repetitiva de violência física e psicológica, que se caracteriza pela intimidação, humilhação ou discriminação entre pares – geralmente, crianças ou adolescentes que são colegas de escola ou convivem em outros ambientes. Na tentativa de combater o problema, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.185, que passou a vigorar na última semana. O Programa de Combate à Intimidação Sistemática tem o objetivo de capacitar docentes e áreas pedagógicas para prevenir o bullying, muitas vezes subestimado como uma simples brincadeira infantil.

Além da história de Fábio, o especial Marcas do bullying também apresenta as lembranças e as reflexões da gerontóloga Gisele Varani, 51 anos, da pedagoga Tanusa Dresch, 31 anos, e do universitário Pedro Maffei Frasca, 21 anos.

Leia matéria na íntegra na Reportagem Especial.

Por Larissa Roso

[Fonte: ZH - Zero Hora - Vida - Grupo RBS - 12/02/2016]

 

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Download:   (arquivos PDF)
»   Cartilha do Projeto Orelhinha - Uma iniciativa contra o bullying
»   Cartilha CNJ - Bullying - Justiça nas Escolas
»   Tabela Comparativa: Leis de Bullying (Federal, Estadual, Municipal)

Referências:   (links externos)
»   CAOPCAE / MPPR - Área da Educação
»   Informativo nº 03/2016 - CAOPCAE/Educação - Combate ao Bullying   (15/02/2016)
»   O Bullying pode causar uma depressão? - Conexão Futura - Canal Futura (Vídeo)
»   Lei nº 13.185/2015, de 06 de novembro de 2015 - Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)

 

 

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