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Criança e Adolescente

29/08/2016

BULLYING - Dois terços dos jovens de mais de 18 países dizem ter sido vítimas

No Dia Internacional da Juventude, uma nova pesquisa destaca a prevalência de bullying e seu efeito devastador nos jovens.

Nova Iorque, 12 de agosto de 2016 - Mais de nove em cada 10 jovens acreditam que o bullying é um problema generalizado em suas comunidades, e dois terços dizem que sofreram bullying, segundo nova pesquisa do UNICEF e seus parceiros.

A pesquisa foi realizada por meio do U-Report, uma ferramenta de engajamento dos jovens que cresce rapidamente em todo o mundo e que fornece uma plataforma para mais de 2 milhões de jovens "U-repórteres" em mais de 20 países. Por meio da pesquisa, os jovens responderam, via SMS, Facebook e Twitter, uma série de questões sobre o impacto do bullying em suas comunidades, suas próprias experiências pessoais com o bullying e o que pensam que pode ser feito para acabar com esse tipo de violência. Mais de 100 mil "U-repórteres", entre 13 e 30 anos, recrutados por parceiros como os Escoteiros e as Bandeirantes, participaram da pesquisa, incluindo jovens do Senegal, México, Uganda, Serra Leoa, Libéria, Moçambique, Ucrânia, Chile, Malásia, Nigéria, Suazilândia, Paquistão, Irlanda, Burkina Faso, Mali, Guiné, Indonésia, Zâmbia e por meio do canal global U-Report.

"Bullying, incluindo o bullying on-line, continua sendo um risco, em grande medida incompreendido, ao bem-estar das crianças, dos adolescentes e dos jovens", disse a assessora sênior de Proteção Infantil do UNICEF, Theresa Kilbane.

"Para acabar com esse tipo de violência, temos de sensibilizar o público para o impacto negativo do bullying, capacitar professores, pais e colegas para identificar riscos e comunicar incidentes, e prestar assistência e proteção às vítimas".

Outros resultados da pesquisa U-Report incluem:

  • Um terço dos entrevistados pensa que sofrer bullying é normal, por isso, não contou a ninguém.
  • A maioria dos entrevistados que relataram ter sido vítimas de bullying disse que foi intimidada por causa de sua aparência física.
  • O bullying também foi atribuído ao gênero ou orientação sexual e etnia.
  • Um quarto das vítimas disse que não sabia a quem contar.
  • Mais de oito em cada 10 entrevistados acreditam que aumentar a conscientização -por meio da formação de professores para que ajudem as crianças a se sentirem confortáveis em denunciar o bullying - é uma maneira de resolver o problema nas escolas.

O UNICEF trabalha para instruir as crianças e os adolescentes sobre os efeitos do bullying como parte de sua iniciativa global End Violence Against Children (Pelo Fim da Violência contra as Crianças), por meio da plataforma U-Report e de campanhas globais nas redes sociais (#ENDViolence.). O UNICEF, com seus parceiros, também trabalha para fortalecer os sistemas de educação nas escolas e estabelecer mecanismos de referência fortes para o bem-estar infantil.

Sobre o U-Report 

U-Report é uma ferramenta de envio de mensagens disponível em 24 países, com uma base de assinantes de mais de dois milhões de jovens. A plataforma permite que os usuários respondam a pesquisas e reportem problemas que os afetem. Os resultados são utilizados para ajudar a defender mudanças sociais e políticas. Os U-repórteres também recebem os resultados e informações e conselhos do UNICEF, de seus parceiros e dos próprios U-repórteres. Para mais informações U-Report: http://www.ureportbrasil.org.br/

Sobre o Dia Internacional da Juventude 

O Dia Internacional da Juventude chama a atenção para uma série de desafios culturais e legais relacionados com os jovens. Oferece um fórum para discutir formas de melhorar as oportunidades disponíveis para a juventude a fim de que sua participação na sociedade seja plena, efectiva e construtiva.

Sobre o UNICEF 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

[Fonte: UNICEF Brasil - Notícia - 12/08/2016]

 

- Download PDF -

Relatório Anual 2015 - UNICEF
O que fizemos em 2015 - Frutos da sua parceria com o UNICEF
(COntém relação das instituições apoiadas pelo UNICEF no Brasil em 2015)
Informações adicionais:   UNICEF Brasil     Programa Cooperação 2012-2016
[Fonte: UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância]
Download:         [ opção 1 ]         [ opção 2 ]
(formato PDF - tamanho 1,80MB - 20 págs - ano 12 - nº 33 - Janeiro, 2016)

 

UNICEF no Brasil

O UNICEF e a garantia dos direitos da infância e da adolescência no Brasil.

UNICEF Brasil - Foto de João Ripper

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está presente no Brasil desde 1950, apoiando as mais importantes transformações na área da infância e da adolescência no País. O UNICEF participou das grandes campanhas de imunização e aleitamento materno, da mobilização que resultou na aprovação do artigo 227 da Constituição Federal e na elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente, do movimento pelo acesso universal à educação, dos programas de enfrentamento ao trabalho infantil.

O UNICEF acredita que, por meio da ação conjunta, é possível superar as iniquidades que ainda impedem o desenvolvimento pleno de meninas e meninos no Brasil. Por isso, constrói seu plano de cooperação com o País juntamente com os governos, a sociedade civil, e ouvindo também crianças e adolescentes. Foi dessa forma que a organização elaborou o seu programa para o período 2012-2016.

Atualmente, grande parte das ações do UNICEF no Brasil está estruturada em torno de três plataformas de trabalho, que têm como base de atuação territorial: o Semiárido, a Amazônia Legal brasileira e os centros urbanos. Por meio do Selo UNICEF Município Aprovado, o UNICEF fomenta compromissos para a garantia dos direitos de crianças e de adolescentes no Semiárido e na Amazônia Legal brasileira, com o objetivo de reduzir as desigualdades dessas regiões com relação ao restante do País. Nos centros urbanos, o UNICEF atua com foco na redução das desigualdades intramunicipais, por meio da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU).

No âmbito dessas plataformas de trabalho, parcerias são estabelecidas para que se garanta a cada menina e menina o direito a sobreviver e se desenvolver; aprender; crescer sem violência; ser protegido e proteger-se do HIV/aids; ser adolescente; ter acesso ao esporte seguro e inclusivo; e ser prioridade absoluta nas políticas públicas.

O público-alvo prioritário do UNICEF são crianças e adolescentes desfavorecidos em razão de práticas discriminatórias, questões étnicas ou raciais, situações de emergência, vulnerabilidade, deficiência, HIV/aids ou violência.

O UNICEF oferece apoio técnico e financeiro a ações e projetos capazes de melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes em situação de risco. Com isso, desenvolve boas práticas e metodologias para promover mudanças de amplo alcance.

Ao mesmo tempo, atua como um grande catalisador de forças, dentro e fora do Brasil, unindo pessoas e organizações e potencializando esforços para que a criança e o adolescente sejam prioridade nas agendas dos governos, sociedade, empresas e mídia.

Os programas do UNICEF dependem integralmente de contribuições voluntárias. Por isso, o UNICEF trabalha para arrecadar recursos, como forma de assegurar os direitos de cada criança e cada adolescente. Todas as pessoas físicas, empresas e instituições podem contribuir com o trabalho do UNICEF no Brasil. Saiba como colaborar.

Conheça o programa de cooperação do UNICEF com o Brasil para o período de 2012-2016.

Confira alguma das principais ações do UNICEF em 2015.

[Fonte: Sobre o UNICEF - UNICEF no Brasil - Quem somos]

 

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»   Combate à Violência
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Download:   (arquivos PDF)
»   Documento do Programa de Cooperação do UNICEF com o Brasil para o período de 2012 - 2016
»   Relatório Anual Unicef 2015

Referências:   (links externos)
»   CAOPCAE / MPPR - Área da Educação
»   Chega de Bullying   (Cartoon Network)
»   Lei nº 13.185/2015, de 06 de novembro de 2015 - Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)
»   Informativo nº 03/2016 - CAOPCAE/Educação - Combate ao Bullying (15/02/2016)
»   UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância

 

 

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